INFÂNCIA
Sempre gostei muito dessa época do ano, do cheiro da chuva caindo na terra, da raiz sendo molhada. Desde pequena me sinto encantada pelo simples e o belo.
Depois de grande cada aroma da primavera é um trem transportando-me pras minhas memórias, permitindo que eu desça em cada estação e reviva algumas delícias que vivi e ficaram marcadas em meu DNA.
Era uma menina com poesia no olhar. Uma menina que saía correndo da escola para fazer companhia pra um casal de velhinhos que viviam sozinhos e no caminho de volta pra casa recolhia todo o esterco que encontrava pra adubar a couve plantada no quintal.
Levantava cedo para ver o sol nascer. Posso sentir meus pés se molhando no orvalho deixado na grama de madrugada. Os capins iam liberando pelinhos pretos que grudavam entre os dedos molhados.
Primavera era época de gangorrar no balanço que o pai fez na árvore de galho torto ao lado de casa. Todos os primos juntos fazendo fila pra esperar a sua vez. Enquanto alguns comiam manga verde com sal sentados nos galhos mais altos.
A gente gostava mesmo era de comer castanha do coquinho de babaçú, mas pra isso tinha que comer a massinha amarela e escorregadia que fica antes do coco. A estratégia era tirar esse coco do meio do esterco e quebrar pra pegar a castanha. Isso mesmo, comiamos o coco que a vaca descomia.
E ao olhar pra esse pezinho de limão ainda pequeno, plantado com tanto carinho no recém criado pomar da escola, remeti-me a essa época em que quanto mais simples melhor era, época de pouca tecnologia, o único registro é a memória sempre viva carregada de imagens, sons, aromas e sabores de uma infância presente dentro de mim.
Depois de grande cada aroma da primavera é um trem transportando-me pras minhas memórias, permitindo que eu desça em cada estação e reviva algumas delícias que vivi e ficaram marcadas em meu DNA.
Era uma menina com poesia no olhar. Uma menina que saía correndo da escola para fazer companhia pra um casal de velhinhos que viviam sozinhos e no caminho de volta pra casa recolhia todo o esterco que encontrava pra adubar a couve plantada no quintal.
Levantava cedo para ver o sol nascer. Posso sentir meus pés se molhando no orvalho deixado na grama de madrugada. Os capins iam liberando pelinhos pretos que grudavam entre os dedos molhados.
Primavera era época de gangorrar no balanço que o pai fez na árvore de galho torto ao lado de casa. Todos os primos juntos fazendo fila pra esperar a sua vez. Enquanto alguns comiam manga verde com sal sentados nos galhos mais altos.
A gente gostava mesmo era de comer castanha do coquinho de babaçú, mas pra isso tinha que comer a massinha amarela e escorregadia que fica antes do coco. A estratégia era tirar esse coco do meio do esterco e quebrar pra pegar a castanha. Isso mesmo, comiamos o coco que a vaca descomia.
E ao olhar pra esse pezinho de limão ainda pequeno, plantado com tanto carinho no recém criado pomar da escola, remeti-me a essa época em que quanto mais simples melhor era, época de pouca tecnologia, o único registro é a memória sempre viva carregada de imagens, sons, aromas e sabores de uma infância presente dentro de mim.

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